Com 100 dias de trabalho no Flamengo, Renato já balança…
Foto: Lucas Uebel / Lucas Uebel/Gremio FBPA
No aspecto financeiro, a eliminação nas semifinais da Copa do Brasil custará ao Flamengo uma perda de receita de, no mínimo, R$ 23 milhões.
É quanto já garantiria com o vice-campeonato da competição – o vencedor receberá R$ 56 milhões.
Mas como o orçamento para 2022 estabelecia a chegada às semifinais como meta, economicamente, a queda por si só não incomoda tanto.
A preocupação, por ora, é como fechar os buracos que minaram o departamento de futebol.
Há divergências internas com relação à preparação do time, e discutiu-se na semana do confronto com o Athlético-PR a falta de foco de alguns jogadores.
Essa desarmonia potencializou as limitações de Renato e o resultado foi o que se viu: um time defensivamente bagunçado, e ofensivamente descalibrado.
Por isso, a quinta-feira (28) foi de reflexões, com reuniões, troca de mensagens e tensão nas relações.
Para muitos, independentemente de um possível ajuste nos processos internos, já há um desgaste difícil de ser resolvido na imagem do treinador com a torcida.
Com base no que conheço dos bastidores do clube, arrisco dizer que se não fosse a presença do time na final da Libertadores, Renato já teria sido desligado.
Não o foi, recebeu o apoio dos diretores do departamento, mas sua dispensa está vinculada à atuação do time no confronto com o Atlético-MG, amanhã.
No caso de nova derrota, será difícil mantê-lo no cargo – ainda que os jogadores, aparentemente, expressem apoio ao trabalho do treinador.
Na última segunda-feira, antevéspera do confronto com o Athlético-PR, as principais lideranças do time reuniram o elenco para cobranças internas.
Havia desconforto com as condições físicas de alguns e a própria formação do time, com Diego de titular, teria sido uma sugestão extraída desta reunião.
Fonte: Extra.globo
