Olimpiadas

É OURO! Hebert Conceição nocauteia ucraniano na final do boxe

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Brazil’s Hebert Sousa celebrates after winning against Ukraine’s Oleksandr Khyzhniak after their men’s middle (69-75kg) boxing final bout during the Tokyo 2020 Olympic Games at the Kokugikan Arena in Tokyo on August 7, 2021. (Photo by Luis ROBAYO / POOL / AFP) (Photo by LUIS ROBAYO/POOL/AFP via Getty Images)

Ele merece pra ca*****! Hebert Conceição tinha perdido os dois primeiros assaltos, mas acertou um belíssimo cruzado no ucraniano Oleksandr Khyzhniak no último assalto e conquistou o ouro na final do peso médio (69-75 kg) do boxe nas Olimpíadas de Tóquio.

Khyzhniak imprimiu um ritmo muito forte desde o início, golpeando bastante e não deixando com que Hebert pudesse entrar na luta. Nessa estratégia, o ucraniano dominou o confronto. Mas no último assalto, Conceição partiu para cima e acertou um cruzado de esquerda para nocautear o adversário e ser campeão olímpico.

Na semifinal, Hebert bateu Gleb Bakshi, do Comitê Olímpico Russo, por 4 a 1. Antes, ele passou pelo chinês Erbieke Touheta e pelo cazaque Abilhan Amankul, ambos por 3 a 2, nas oitavas e quartas de final, respectivamente.

É a segunda medalha do boxe em Tóquio com cor confirmada. Antes de Hebert, Abner Teixeira havia conquistado o bronze. No domingo (8), Bia Ferreira pode levar o segundo ouro do Brasil no esporte.

O Brasil já tem 18 medalhas em Tóquio. Confira os outros medalhistas:

Ouro: Ítalo Ferreira (surfe), Rebeca Andrade (ginástica, trave), Martine Grael e Kahena Kunze (vela, 49er FX), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Isaquias Queiroz (canoagem)

Prata: Kelvin Hoefler, Rayssa Leal (skate street), Rebeca Andrade (ginástica, individual geral), Pedro Barros (skate park)

Bronze: Mayra Aguiar, Daniel Cargnin (judô), Fernando Scheffer e Bruno Fratus (natação), a dupla Laura Pigossi e Luisa Stefani (tênis), Alison dos Santos (atletismo) e Thiago Braz (atletismo), Abner Teixeira (boxe)

Beatriz Ferreira (boxe), o vôlei feminino e o futebol masculino já têm medalha garantida, mas ainda lutam para decidir a cor.

O outro Conceição como inspiração

Soteropolitano assim como o histórico boxeador Robson Conceição, Hebert afirma que o medalhista é sua grande inspiração, mas pondera que apesar da parceria e semelhança no nome, o baiano de 23 anos quer traçar sua própria história dentro da Olimpíada.

– Sempre gostei de acompanhar Olimpíada. Tenho recordações de 2008, 2012… Em 2016 vibrei bastante com o Robson. As coisas não acontecem só com os outros se corrermos atrás de nossos objetivos. Vi ele chegar em um patamar que achava distante, mas me mostrou que se a gente consegue e faz o que deve ser feito, chegamos lá. Isso me motivou a treinar para chegar no patamar onde ele chegou – pondera.

– A historia dele me inspira muito. Antes de virmos para cá ele fez uma reunião com o grupo, passou os pontos negativos e positivos para gente chegar um pouco mais ligado sobre coisas que podem nos tirar do foco. A influencia dele é bem positiva, ele se preocupa com o grupo. Não é por que ele é campeão olímpico que ele não ter que ninguém mais seja – conclui.

Fonte: Yahoo